Semana passada assisti Inception (A Origem - como traduzem os títulos de filme pro português é um mistério pra mim. "Origem" por quê?) e me lembrei o que queria escrever nesse blog. Comentar coisas, mas não apenas por si só, somá-las a outras.
O filme apresenta novas regras de um universo onde é possível viver dentro do sonho de alguém. E nós, a audiência, aprendemos essa nova forma de mundo. Até torcemos pra que o pessoal consiga o que planeja fazer. Pra alguns pode até ser um pouco difícil, mas no fim todo mundo entra no clima.
Sobre o fim... Antigamente eu odiava finais abertos. Mas, considerando que o filme tenha regras tão diferentes do nosso mundo, é interessante que o fim fique a cargo de cada um. Como interpretamos aquelas regras, até mesmo o nosso humor no dia influencia no nosso fim. Saí do cinema viajando em vários fins. Decidi ficar com um fim mais tradicional pra balancear já que o filme já era tão diferente.
Quando fui ao cinema, estava lendo "Aulas: introdução ao estudo das linguagens" (TURIN, 2007), que fala de como somos educados para acharmos a resposta correta. De existir uma única resposta correta. E de como, para criar, é necessário fugir dessa coisa única. É difícil fugir do que já é nosso costume, mas é bom, uma forma de ampliarmos as nossas possibilidades.
Gostei de ambos, do fime e do livro. Sou uma pessoa prática e sempre achei as aulas de semiótica muito teóricas. O livro me deu uma versão mais usável de todo aquela teoria. Já o filme confirmou tudo isso.


Também sou uma pessoa prática e acho muito difícil conseguir mais respostas no design...
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